Orion Core · Arquitetura

A arquitetura por trás do Orion Core.

O Orion Core é um produto desenvolvido pela Orion Impact para compor e operar capacidades de IA sob fronteiras explícitas. Sua arquitetura local-first separa contratos, orquestração, integração com providers e controle de execução para que o sistema possa evoluir sem ficar amarrado a um modelo, serviço ou topologia de deployment específica.

O Core já possui runtime operacional, ingestão, retrieval, RAG, memória conversacional, observabilidade e composição substituível de capacidades. Está em pré-lançamento: algumas fundações estão consolidadas, enquanto retrieval e RAG permanecem em evolução ativa.

Estado público do Orion Core

ORION CORE
Pré-lançamento
Versão atual
0.1.0
Arquitetura
Local-first · Ports & Adapters
Licença
Apache-2.0
01 — O que é

Infraestrutura operacional local-first.

O Orion Core é um produto de infraestrutura em pré-lançamento, não um aplicativo para o usuário final nem uma vertical. Ele separa contratos, orquestração de casos de uso, integração com providers e controle de execução entre fronteiras explícitas. A experiência de usuário pertence a uma camada diferente. O Core já expõe hoje uma API HTTP de transporte, mas sua superfície técnica continua em evolução.

02 — Arquitetura

Uma arquitetura, dois fluxos diferentes.

A direção de dependência protege o núcleo contra detalhes externos. O caminho de execução mostra como uma intenção entra pelo transporte e alcança uma capacidade concreta. Os dois fluxos não são a mesma coisa.

Dependência

Quem pode conhecer quem.

Infrastructure → Adapters → Application → Core. Essa direção é a fronteira oficial do projeto e já é protegida por verificações de dependência no código.

  1. Infrastructure Composition · Capability Registry · Runtime implementation · Configuration · Lifecycle

    Constrói e conecta implementações concretas, executa bootstrap e mantém os mecanismos operacionais. Composition vive aqui: DIContainer, UseCaseFactory, Plugin bootstrap e o registro de capacidades.

  2. Adapters LLM · Embeddings · Vector Store · Retrieval · Reranker · Memory · Ingestion

    Implementam Ports e traduzem tecnologias concretas para os contratos do Core.

  3. Application Use Cases · Commands · Policies · DTOs

    Define intenção e orquestra casos de uso exclusivamente através dos contratos do Core. Não seleciona provider.

  4. Core Contracts · Ports · Domain · Runtime contracts

    O centro protegido. Define os contratos fundamentais e os modelos operacionais sem depender de frameworks, bancos ou providers.

Fora das fronteiras internas

Providers são detalhes substituíveis.

  • LLM providers
  • Embedding services
  • Vector stores
  • Rerankers
  • Persistence backends
  • Telemetry

Eles não fazem parte da identidade arquitetural do Core. Entram pelo Adapter, depois de um Port, e podem ser trocados sem reescrever o núcleo.

03 — Execução

Como uma intenção vira execução.

O trabalho atravessa o sistema em outro eixo. O Execution Runtime não é um degrau entre Adapter e Provider: envolve a operação inteira.

  1. HTTP Request

    Uma intenção chega pela borda de transporte.

  2. Transport

    Valida o pedido, monta o command e devolve a resposta serializada.

  3. Command / Use Case

    A Application declara o que deve acontecer e sob quais policies.

  4. Core Port

    O contrato estável pelo qual a intenção deixa o núcleo.

  5. Adapter

    Traduz o contrato para uma tecnologia concreta.

  6. Provider / Store

    A capacidade externa ou o backend de persistência que executa o detalhe.

04 — Execution Runtime

Intenção e execução são responsabilidades diferentes.

A Application declara o que o sistema deve fazer. O contrato do Runtime vive no Core; a implementação concreta vive na Infrastructure. Adapters não deveriam reinventar retry, timeout e concorrência — o Runtime é a autoridade para essas policies.

Isso separa a decisão de negócio do controle operacional. Um caso de uso pode pedir um trabalho durável; o Runtime decide como esse trabalho sobrevive a falha, espera, cancelamento e limite de recurso.

Políticas de execução

Retry · timeout · cancelamento

Trabalho durável

Jobs · filas · leases

Workers

Execução concorrente

Agendamento

Trabalho adiado e recorrente

Recuperação

Reconciliação · checkpoints

Controle operacional

Backpressure · limites de recursos

Sinais

Eventos · trilha de auditoria · tracing

05 — Capability System

Providers são capacidades resolvidas, não dependências fixas.

Plugins declaram capabilities. O Capability Registry é a autoridade de seleção. A composição constrói e injeta. A Application não escolhe o provider; o provider não se torna a identidade do Core.

  1. Registro de plugin

    Uma implementação se declara como capacidade disponível.

  2. Capability Registry

    Centraliza a seleção. Saúde e prioridade entram na política; o algoritmo fino permanece na documentação técnica.

  3. Seleção

    Uma capacidade concreta é escolhida sem vazar essa decisão para o núcleo.

  4. DIContainer

    A Infrastructure compõe e injeta a implementação escolhida.

  5. Port / Adapter

    O resto do sistema continua falando com um contrato, não com um fornecedor.

06 — Capacidades cognitivas

O que o Core já executa.

Os caminhos existem. A qualidade de retrieval e RAG continua em evolução e avaliação.

Ingestão

Disponível

Document sources · Eligibility · Processing · Chunking · Embeddings · Indexing · Jobs / backpressure

Retrieval & RAG

Em evolução

Semantic retrieval · Hybrid path · Reranking · Query context · Answerability · Context assembly · Evidence return. O fluxo inclui contextualização opcional, geração e registro em memória. Funciona; não está finalizado.

Memória conversacional

Disponível

MemoryPort · ConversationStorePort · session scope · in-memory · SQLite/WAL. O backend conversacional já pode ser durável.

Observabilidade

Disponível

Metrics · Correlation · Tracing · Audit · Runtime events. Há sinal operacional; isso não promete reconstrução perfeita de absolutamente tudo.

  • IngestãoDisponível
  • RuntimeDisponível
  • MemóriaDisponível
  • Retrieval / RAGEm evolução
  • IdentidadePróximo
07 — Limites

O que o Orion Core ainda não é.

Não é um aplicativo para usuário final.

O Core expõe uma API técnica; experiência de usuário pertence a outra camada.

Identidade não está concluída.

A fronteira está planejada e marcada como próximo passo. Não é apresentada como existente.

Retrieval e RAG não estão finalizados.

Funcionam, mas permanecem em evolução. Não são estado da arte nem “RAG avançado”.

Não é uma distribuição fechada em um único provider.

Providers continuam substituíveis. Tampouco é uma vertical: aplicações especializadas pertencem a camadas futuras.

08 — Princípios em engenharia

Princípios transformados em arquitetura.

Local-firstOperação sem provider externo obrigatório.
Neutralidade de providersPorts + Adapters + Capability Registry.
AuditabilidadeCorrelação + tracing + eventos + auditoria.
Portabilidade de longo prazoContratos e providers substituíveis.

Estes compromissos de engenharia derivam dos princípios institucionais da Orion Impact.

09 — Continuar

A arquitetura explica como. O Manifesto explica por quê.

Aprofunde a tese por trás desta arquitetura no Manifesto ou acompanhe o desenvolvimento para o estado verificável do que existe hoje e da direção em que o produto evolui.